Criada na Saúde na Mão, a SERENA evolui com IA por voz, controle de sessão, rastreabilidade e segurança para aplicações B2B
Criada em Ouro Preto, Minas Gerais, a Saúde na Mão nasceu com a proposta de ampliar o acesso a serviços de saúde utilizando uma estrutura digital de atendimento e benefícios. Durante o desenvolvimento desse ecossistema, surgiu uma necessidade específica: construir uma experiência de interação por voz capaz de funcionar com maior controle em conversas sensíveis, respeitando interrupções, estados diferentes de sessão e situações que exigem respostas rastreáveis.
Foi nesse contexto que surgiu a SERENA.
Inicialmente desenvolvida para integrar o Saúde Acolhe, a tecnologia passou a receber uma arquitetura própria para interação por voz, processamento de estados, interrupção do usuário, rastreabilidade e mecanismos adicionais de segurança.
Da saúde para uma tecnologia de voz
Com a evolução do projeto, surgiu uma nova hipótese: parte da tecnologia criada para resolver problemas dentro da saúde poderia também ser aplicada em outros setores.
Atendimento ao cliente, contact centers, educação, serviços digitais e plataformas corporativas estão entre os ambientes estudados.
A proposta não é substituir os modelos de inteligência artificial já existentes, mas criar uma camada adicional de controle sobre determinadas ações realizadas durante uma interação por voz.
Em algumas situações, decisões podem ser conduzidas por regras previamente estabelecidas, independentemente da resposta probabilística produzida por um modelo de linguagem.
Na prática, a inteligência artificial continua responsável pela conversa, enquanto outros componentes podem estabelecer limites, controlar estados da sessão e registrar determinados eventos.
Arquitetura híbrida
O projeto também passou a experimentar uma arquitetura híbrida, combinando serviços de inteligência artificial disponíveis em nuvem com componentes que podem ser executados localmente.
Entre os elementos avaliados estão reconhecimento de fala, detecção de atividade vocal, modelos de linguagem e síntese de voz.
Essa abordagem permite estudar diferentes combinações entre velocidade, custo operacional, privacidade e independência tecnológica.
A SERENA continua em processo de desenvolvimento e validação. Testes laboratoriais, revisão de mecanismos de segurança e documentação técnica fazem parte dessa etapa.
A equipe também iniciou a estruturação da propriedade intelectual relacionada a tecnologias desenvolvidas durante o projeto.
Uma segunda camada de valor
Para a Saúde na Mão, a evolução representa uma mudança importante.
A empresa passa de usuária de ferramentas de inteligência artificial para também desenvolver componentes próprios destinados a resolver problemas encontrados durante a construção de seus produtos.
Isso cria duas frentes.
A primeira continua sendo a operação de saúde digital destinada ao usuário.
A segunda é a possibilidade futura de disponibilizar tecnologias desenvolvidas internamente para outras empresas.
A Futura House participa desse processo como ambiente de desenvolvimento, estruturação e expansão tecnológica dos projetos.
Essa combinação permite que necessidades encontradas durante a criação de um produto sejam transformadas em soluções potencialmente reutilizáveis.
O próximo teste acontece fora de casa
A etapa seguinte é justamente descobrir se a arquitetura desenvolvida consegue produzir resultados relevantes fora do ambiente original em que nasceu.
Estudos internos indicam potencial econômico caso os mecanismos de controle, segurança e rastreabilidade sejam validados para aplicações empresariais.
Essas projeções, entretanto, ainda não constituem uma avaliação independente de mercado.
A estratégia adotada é separar aquilo que já foi tecnicamente demonstrado das hipóteses que ainda dependem de validação externa.
Em um mercado de inteligência artificial marcado por lançamentos rápidos e grandes expectativas, essa diferença é especialmente relevante.
A Saúde na Mão começou tentando resolver um problema relacionado ao acesso digital à saúde.
Durante esse processo, precisou construir tecnologia própria.
Agora, parte dessa tecnologia começa a ser analisada como um produto capaz de seguir caminhos que vão além do setor onde nasceu.
Mais informações sobre o ecossistema podem ser encontradas no site da Saúde na Mão e da Futura House.

