Inter, Nubank e C6 são instituições regulamentadas pelo Banco Central e, por isso, figuram entre as fintechs mais seguras do Brasil. Na verdade, Inter e C6 já são bancos múltiplos, enquanto o Nubank está em transição para essa categoria. Em comum, o trio aposta na tecnologia e no digital para aumentar a eficiência e o alcance de suas soluções.

Afinal, a proposta das fintechs, junção das palavras em inglês financial (financeiro) e technology (tecnologia), é trazer novidades para o mercado financeiro por meio de plataformas online e serviços digitais inovadores.

Graças a esse movimento, não é mais necessário ir até uma agência física para abrir uma conta corrente. Basta ter um smartphone e conexão com a internet.

Mas, quando o assunto é dinheiro, a facilidade não é o único critério de escolha. A regulamentação garante que os produtos sejam protegidos por órgãos financeiros, aumentando a credibilidade do banco digital.

Já pensou em digitalizar sua vida financeira, mas não sabe quais fintechs são regulamentadas pelo Banco Central nem se o dinheiro em fintech é protegido pelo FGC?

Continue a leitura para entender o papel da segurança tecnológica e descobrir qual fintech é a mais segura entre Inter, Nubank e C6.

Por que a segurança é fundamental nas finanças digitais?

O grande potencial de ciberataques é um dos principais riscos da digitalização de instituições e produtos financeiros. Empresas e usuários são alvos de pessoas mal-intencionadas, que exploram a praticidade e a agilidade de acesso aos sistemas para aplicar golpes. Por isso, a segurança é um critério-chave para escolher uma fintech.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa DataSenado, 40 milhões de pessoas perderam dinheiro em função de algum crime cibernético, como clonagem de cartão, fraude e invasão de conta bancária.

Nesse cenário, as fintechs mais seguras do Brasil se destacam ao investir em tecnologia e proteção de dados.

Por exemplo, uma fintech que segue as regras rígidas do Conselho Monetário Nacional (CMN) e recebe autorização do Banco Central do Brasil (Bacen) para operar demonstra mais preparo para lidar com adversidades e, mais importante, evitar que fraudes aconteçam.

Dessa forma, pesquise no site das instituições informações sobre a política de segurança da informação e segurança cibernética, além de verificar se têm certificações ISO da área e PCI DSS para proteger cartões de débito e crédito.

Para complementar a checagem, confirme se a plataforma é realmente regulamentada nos órgãos financeiros oficiais. Confira, no próximo tópico, como verificar essa informação.

Quais fintechs são regulamentadas pelo Banco Central?

Todas as empresas que operam com crédito ou pagamentos, ou seja, que movimentam dinheiro, devem seguir as normas do Banco Central para operar e prestar contas de suas atividades. Em 2025, uma atualização nas regras do BC incluiu obrigações para as fintechs, equiparando-as aos bancos em diversos requisitos regulatórios.

No entanto, vale destacar que nem toda fintech é regulamentada diretamente pelo Banco Central. Por exemplo, empresas de serviços de tecnologia ou consultoria financeira não precisam de autorização.

Para saber se as fintechs mais seguras do Brasil são reguladas/supervisionadas pelo BC, siga o passo a passo abaixo:

  • acesse a página “Encontre uma instituição” no site do Banco Central;
  • pesquise pelo nome ou CNPJ da fintech/banco;
  • verifique a lista de resultados: se o nome da instituição aparecer, ela é regulamentada;
  • clique no nome para ver os dados cadastrais e a autorização para operar.

Tipos de classificação

A classificação que as instituições e fintechs mais seguras do Brasil recebem ajuda a entender as funções e obrigações regulatórias de cada empresa. Conheça as principais:

Tipo de instituiçãoO que é?Regulamentação
BancoInstituição financeira completa, autorizada a oferecer diversos serviços bancários e financeiros.Regulada pelo Banco Central e pelo CMN.
SCD (Sociedade de Crédito Direto)Fintech que concede empréstimos com capital próprio, de forma 100% digital.Regulada pelo Banco Central.
SEP (Sociedade de Empréstimo entre Pessoas)Plataforma que conecta pessoas ou empresas interessadas em emprestar e tomar empréstimos.Regulada pelo Banco Central.
Instituição de Pagamento (IP)Empresa que oferece serviços de pagamento, como contas digitais, cartões e transferências.Regulada pelo Banco Central.

O dinheiro em fintech é protegido pelo FGC?

Depende. O Fundo Garantidor de Créditos cobre o dinheiro em conta corrente (saldo parado), poupança e investimentos, como CDBs, RDBs, LCI, LCA e Letras de Crédito em bancos digitais. Ficam de fora da cobertura o saldo e recursos em fintechs de conta de pagamento e de crédito (SCD/SEP).

Atualmente, o FGC protege depósitos elegíveis até R$ 250 mil por CPF e por instituição, caso o banco declare falência ou seja liquidado. Além disso, existe um limite global de recebimento de até R$ 1 milhão a cada 4 anos.

Um detalhe importante é que, mesmo sem garantia do FGC, o dinheiro em fintechs de conta de pagamento é segregado. Ou seja, caso a plataforma vá à falência, o capital dos clientes não se mistura com as dívidas da empresa.

Agora que você conhece os critérios de regulamentação e a classificação, confira um comparativo das fintechs mais seguras do Brasil.

Inter, Nubank e C6: qual fintech é a mais segura?

O Inter oferece serviços financeiros cobertos por ferramentas robustas de segurança para proteção de dados, identidade e transações, assim como o Nubank e o C6. Além disso, as boas práticas das empresas já foram reconhecidas por selos e certificações, o que as consolida como as fintechs mais seguras do Brasil.

Confira, a seguir, uma análise dos recursos de segurança que cada instituição oferece.

Inter

  • Tipo de conta: conta corrente digital PF e PJ, vinculada à conta de investimentos nacional e global.
  • Presença do FGC: saldo em conta corrente, poupança e investimentos elegíveis.
  • Políticas antifraude: i-Safe (códigos de autenticação), “Modo Vigilante” no Super App, biometria facial, cartão virtual com bloqueio temporário e criptografia de mensagens no chat virtual.
  • Segurança tecnológica: certificados ISO 27002 (políticas de segurança da informação), ISO 27701 (gestão da privacidade da informação), selo FIRST de segurança cibernética e certificação PCI para cartões, além de conformidade com a LGPD.
  • Canais de suporte: atalhos oficiais dentro do Super App.

Nubank

  • Tipo de conta: conta de pagamento, integrada com investimentos e serviços de crédito (cartão).
  • Presença do FGC: saldo nas “Caixinhas” (quando em RDB) e no “Nu Limite Garantido”. O dinheiro na conta principal não tem cobertura automática.
  • Políticas antifraude: chamada verificada, Modo Rua e Alô Protegido (bloqueio de ligações suspeitas).
  • Segurança tecnológica: Selo de Prevenção a Fraude da CNF.
  • Canais de suporte: via aplicativo.

C6 Bank

  • Tipo de conta: conta digital PF e PJ, integrada com investimentos.
  • Presença do FGC: saldo em conta corrente, poupança e investimentos elegíveis.
  • Políticas antifraude: alertas de golpe, biometria, bloqueio temporário do cartão e geolocalização (limita transações a locais cadastrados).
  • Segurança tecnológica: Selo de Prevenção a Fraudes da CNF.
  • Canais de suporte: via aplicativo.

Checklist rápido para escolher entre as fintechs mais seguras do Brasil

Os principais itens verificáveis para escolher a fintech ideal são:

  • não selecionadaClasse regulatória no Banco Central
  • não selecionadaProdutos com cobertura do FGC
  • não selecionadaCertificações de boas práticas (ex.: ISO) e/ou selos de cibersegurança
  • não selecionadaHistórico de atuação e reputação no mercado
  • não selecionadaExperiência de uso do aplicativo
  • não selecionadaCoberturas financeiras e garantias regulatórias e de segurança

Agora que você entende o processo de avaliação para escolher entre as fintechs mais seguras do Brasil, saiba que quanto mais completo o portfólio de produtos e recursos disponíveis, melhor a experiência com o serviço.

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